FISIOLOGIA VEGETAL

Fisiologia Vegetal-Free PDF

  • Date:23 Nov 2020
  • Views:6
  • Downloads:0
  • Pages:95
  • Size:2.08 MB

Share Pdf : Fisiologia Vegetal

Download and Preview : Fisiologia Vegetal


Report CopyRight/DMCA Form For : Fisiologia Vegetal


Transcription:

Ao meu filho Henrique e,minha esposa Mara, Paulo Henrique Pereira Peixoto Engenheiro Agr nomo pela Universidade Federal de Lavras UFLA Mestre em Fitotecnia pela UFLA e. Doutor em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Vi osa UFV Professor de Fisiologia Vegetal no Departamento de Bot nica. da Universidade Federal de Juiz de Fora UFJF em Juiz de Fora MG Desenvolve pesquisas nas reas de Cultura de Tecidos Vegetais e. Ecofisiologia Vegetal paulo peixoto ufjf edu br, Maiana Reis Pimenta Licenciada em Ci ncias Biol gicas pela UFJF Mestre em Fisiologia Vegetal pela UFLA Professora de Fisiologia. Vegetal no Departamento de Bot nica da UFJF em Juiz de Fora MG Desenvolve pesquisas nas reas de Cultura de Tecidos Vegetais e. Biologia Molecular, Luciano Bueno dos Reis Licenciado em Ci ncias Biol gicas pela UFJF Mestre e Doutor em Fisiologia Vegetal pela UFV Professor de. Fisiologia Vegetal da UFV em Rio Parana ba MG Desenvolve pesquisas nas reas de Cultura de Tecidos Vegetais e Biologia Molecular. Colaboradores, Rodolpho Abrantes Camerini e Silva Licenciado em Ci ncias Biol gicas pela UFJF bolsista de inicia o cient fica pela FAPEMIG UFJF e. monitor da disciplina Fisiologia Vegetal na UFJF, C ssia Rossany Gomes dos Reis Licenciada em Ci ncias Biol gicas pela UFJF e bolsista de inicia o cient fica pela FAPEMIG UFJF.
Leandro Elias Morais Licenciado em Ci ncias Biol gicas pela UFJF monitor da disciplina de Fisiologia Vegetal e mestrando em Fisiologia. Vegetal na UFV, Cristiano Ferrara de Resende Licenciado em Ci ncias Biol gicas pela UFJF e monitor da disciplina Fisiologia Vegetal na UFJF. Virg nia Fernandes Braga Licenciada e Bacharel em Ci ncias Biol gicas pela UFJF e mestranda em Ecologia na UFJF. Paula da Fonseca Pereira Graduanda em Ci ncias Biol gicas pela UFJF e monitora da disciplina Fisiologia Vegetal na UFJF. Cristiane Jovelina da Silva Graduanda em Ci ncias Biol gicas pela UFJF e monitora da disciplina Fisiologia Vegetal na UFJF. A Fisiologia Vegetal a rea da Bot nica que estuda os fen menos relacionados ao metabolismo ao desenvolvimento aos movimentos. e reprodu o dos vegetais Embora de import ncia reconhecida o ensino da Fisiologia Vegetal apresenta defici ncias e limita es que em. parte s o decorrentes de caracter sticas intr nsecas disciplina uma vez que essa rea do conhecimento bot nico aborda temas s vezes. abstratos e vias metab licas relativamente complexas o que dificulta a explora o desses conte dos em sala de aula Uma parcela dessas. defici ncias resultante das dificuldades que os professores t m em planejar e montar os conte dos e da convic o equivocada de que as. aulas pr ticas de Fisiologia Vegetal s o obrigatoriamente dispendiosas e de dif cil execu o demandando equipamentos sofisticados e. A import ncia das aulas pr ticas de Fisiologia Vegetal para o aprendizado dos alunos indiscut vel o que evidencia a necessidade de. cria o de metodologias alternativas para a abordagem desse conte do nos Ensinos M dio e Superior empregando materiais did tico. pedag gicos de uso simples e de custo reduzido acess veis tamb m s escolas p blicas Buscando superar tais limita es produzimos este. material inovador contendo aulas pr ticas na rea de Fisiologia Vegetal em multim dia interativa na forma de DVDs contendo textos. fotografias imagens e vozes A maioria das aulas inclu das nos DVDs n o s o in ditas sendo encontradas em diferentes livros e rotineiramente. ministradas nos cursos de Fisiologia Vegetal em Universidades de todo o pa s Todavia na forma apresentada o material poder ser. empregado em salas de aulas utilizando DVDs port teis computadores e ou sistemas de proje o contribuindo para a elabora o das aulas. montadas pelos professores e alunos Esperamos que o material produzido seja vers til e de f cil utiliza o servindo como ferramenta. alternativa acess vel eficiente e til para a melhoria e revitaliza o do ensino de Fisiologia Vegetal nos n veis M dio e Superior. Palavras Chave Fisiologia Vegetal ensino de Bot nica recursos multim dia populariza o da Ci ncia e Tecnologia. 1 RESPIRA O 1, Pr tica 1 1 Demonstra o da Respira o pelo M todo do Indicador 3. Pr tica 1 2 Atividade de Catalase em Tub rculos de Batata 6. 2 GERMINA O 8, Pr tica 2 1 Atividade Desidrogenativa em Sementes 10. Pr tica 2 2 Efeitos da Qualidade da Luz na Germina o de Sementes Fotobl sticas 12. 3 FOTOSS NTESE 14, Pr tica 3 1 Pigmentos Hidrossol veis e Lipossol veis em Tecidos Vegetais 15. Pr tica 3 2 Separa o dos Pigmentos Cloroplast dicos por Cromatografia em Papel 17. Pr tica 3 3 Determina o do Espetro de Absor o dos Pigmentos dos Cloroplastos 19. Pr tica 3 4 Forma o de Poder Redutor em Cloroplastos Isolados Rea o de Hill 22. Pr tica 3 5 Determina o da Irradi ncia de Compensa o 24. Pr tica 3 6 S ntese de Amido Efeitos das Clorofilas e da Luz 27. Pr tica 3 7 Fatores que Afetam a Fotoss ntese em Ceratophyllum sp 29. 4 A GUA EM C LULAS E TECIDOS VEGETAIS 32,Pr tica 4 1 Intensidade de Osmose 34.
Pr tica 4 2 Permeabilidade de Biomembranas a Bases Fracas e a Bases Fortes 36. Pr tica 4 3 Permeabilidade das Membranas Celulares s Mol culas e ons 38. Pr tica 4 4 Determina o do Potencial Osm tico de Tecidos Vegetais pelo M todo Plasmol tico 40. Pr tica 4 5 Determina o do Potencial H drico em Tecidos Vegetais pelo M todo Densim trico Schardakow 43. Pr tica 4 6 Rela es Energ ticas da Embebi o 45, Pr tica 4 7 For a Mec nica Causada pela Embebi o de Sementes 47. 5 ABSOR O TRANSLOCA O E PERDA DE GUA PELAS PLANTAS 49. Pr tica 5 1 Absor o e Perda de gua pelas Plantas 51. Pr tica 5 2 Recupera o da Turgesc ncia em Ramos Cortados 53. Pr tica 5 3 Desenvolvimento de Tens es Internas no Xilema 55. Pr tica 5 4 Guta o 57, Pr tica 5 5 Constru o do Modelo de Fluxo por Press o no Floema Modelo de M nch 59. Pr tica 5 6 Exsuda o de Seiva do Floema 61,Pr tica 5 7 Difus o dos Gases 63. 6 NUTRI O MINERAL 65,Pr tica 6 1 Adsor o pela Matriz do Solo 67. 7 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO 69,Pr tica 7 1 Tropismos e Nastismos 71.
Pr tica 7 2 Atividade Herbicida do 2 4 D 73, Pr tica 7 3 Efeitos do 2 4 D no Alongamento de Ra zes 75. Pr tica 7 4 Indu o de Ra zes Advent cias em Estacas 77. Pr tica 7 5 Polaridade em Plantas 79,Pr tica 7 6 Domin ncia Apical 81. Pr tica 7 7 Efeitos Gerais do Etileno 83, Pr tica 7 8 Efeitos do GA3 e do Paclobutrazol sobre o Crescimento das Plantas 85. Pr tica 7 9 Efeitos da Chuva cida em Plantas 87,8 REFER NCIAS BIBLIOGR FICAS 88. 1 RESPIRA O A degrada o da mol cula de glicose na respira o. fundamentalmente um processo de oxirredu o Enzimas do grupo das. A respira o promove a libera o controlada da energia oxirredutases incluindo principalmente desidrogenases e oxigenases. armazenada em mol culas org nicas reduzidas A energia qu mica atuam em diversos passos da sequ ncia degradativa A respira o. produzida ou liberada pela oxida o de diferentes substratos possibilita a aer bia um dos ciclos mais importantes do metabolismo prim rio Ela. forma o do ATP nucleot deo respons vel pelo armazenamento de envolve tr s etapas distintas a glic lise o Ciclo de Krebs e a Cadeia de. energia no metabolismo Transporte de El trons CTE, Os substratos respirat rios s o armazenados nas plantas na forma A glic lise primeira etapa da respira o um processo oxidativo.
de carboidratos especialmente amido sacarose e hemicelulose Outra tipicamente citoplasm tico e que n o depende diretamente do oxig nio. fonte de energia s o os lip deos particularmente os leos triglicer deos A glic lise apresenta como produtos v rios intermedi rios e um saldo. Eventualmente outras subst ncias como os cidos org nicos e os energ tico de apenas 2 mol culas de ATP produzidas por mol cula de. amino cidos tamb m s o utilizadas Todas as mol culas org nicas t m glicose oxidada Ao final da glic lise os produtos formados podem. origem na fotoss ntese e a respira o um processo que apenas libera a apresentar diferentes fun es dependendo das necessidades metab licas. energia qu mica previamente armazenada pela transforma o da energia e principalmente da disponibilidade de oxig nio O2 no meio Na. eletromagn tica da luz atmosfera terrestre a concentra o de O2 encontra se pr xima a 21. As equa es a seguir resumem o processo de respira o aer bia Todavia nos ambientes aqu ticos e no solo essa concentra o menor. tendo como substratos a glicose ou a sacarose Quando a concentra o de oxig nio fica entre 2 3 hipoxia ou cai a 0. anoxia o processo respirat rio normal envolvendo o Ciclo de Krebs e a. Glicose C6H12O6 6 O2 6 CO2 6 H2O 36 ATP CTE interrompido passando a respira o a ser restrita glic lise. ativando o metabolismo fermentativo, Sacarose C12H22O11 12 O2 12 CO2 11 H2O 60 ATP A fermenta o um mecanismo ineficiente para as plantas uma. vez que o n mero de mol culas de ATP produzidas por mol cula de. Na respira o mol culas de glicose ou de sacarose s o oxidadas glicose oxidada cai de 36 para apenas 2 Al m disso o processo gera. Nas rea es tomos de hidrog nio s o removidos e posteriormente subst ncias t xicas para o metabolismo celular o que causa senesc ncia. combinados com o oxig nio que por sua vez reduzido a gua Durante e morte dos tecidos afetados em indiv duos n o adaptados aos. o processo os el trons v o de n veis mais altos de energia para n veis ambientes com baixas tens es ou privados de oxig nio No processo. mais baixos liberando assim energia para a produ o de ATP Parte da fermentativo as mol culas de piruvato s o transformadas em lactato. energia qu mica produzida dissipada como energia t rmica gerando fermenta o l tica ou em acetalde do atrav s de uma rea o qu mica. aquecimento no organismo Al m da respira o aer bia cujo rendimento que libera CO2 O acetalde do ent o convertido em etanol. energ tico maior a respira o celular tamb m pode ocorrer em fermenta o alco lica Em plantas a fermenta o alco lica mais. aus ncia de oxig nio comum que a l tica Tanto o lactato quanto o etanol s o t xicos para as. c lulas devendo ser rapidamente eliminados para n o causarem danos. ao metabolismo As plantas evitam a anoxia hipoxia pelo. desenvolvimento de adapta es morfol gicas t picas como aer nquimas Al m dos quatro complexos prot icos as mitoc ndrias vegetais. pneumat foros e ou lenticelas tamb m apresentam pelo menos mais quatro prote nas adicionais que. Na glic lise a oxida o da glicose C6H12O6 incompleta e resulta atuam transferindo el trons at o oxig nio Estudos recentes. na produ o de NADH ATP e piruvato C3H4O3 O piruvato uma comprovaram que as mitoc ndrias vegetais apresentam uma via auxiliar. mol cula reduzida e que ainda apresenta grande quantidade de energia para o fluxo de el trons denominada oxidase alternativa AOX que. livre em suas liga es qu micas A oxida o completa da glicose envolve a consegue receber el trons sem passar por complexos prot icos inibidos. transfer ncia do piruvato para a matriz mitocondrial O piruvato no por cianeto mantendo o fluxo de el trons at o O2 e formando H2O Essa. interior das mitoc ndrias oxidado em uma s rie de rea es via tem import ncia adaptativa relacionando se ao aquecimento das. bioqu micas denominadas Ciclo de Krebs em homenagem ao cientista plantas ou de por es destas permitindo o aumento da temperatura em. alem o Hans Adolf Krebs que em 1937 elucidou o Ciclo do cido C trico climas frios e a libera o de odores atrativos para polinizadores. tamb m conhecido como Ciclo dos cidos Tricarbox licos A an lise do rendimento da respira o aer bia evidencia que s o. Cada mol cula de piruvato oxidada no Ciclo de Krebs gera tr s produzidas 36 mol culas de ATP para cada mol cula de glicose oxidada. mol culas de CO2 local de produ o desse g s na respira o aer bia e Comparativamente ao que foi observado para a fermenta o cujo saldo. uma de ATP Os el trons liberados nas rea es oxidativas s o utilizados energ tico de apenas 2 mol culas de ATP por mol cula de glicose. para produzir mol culas de NADH e FADH2 Em todas as rea es onde oxidada tem se um rendimento 18 vezes maior para a respira o. ocorre a s ntese dessas mol culas enzimas desidrogenases est o aer bia Este fato foi observado por Louis Pasteur em estudos utilizando. envolvidas piruvato desidrogenase malato desidrogenase succinato microorganismos anaer bios facultativos Ele percebeu que quando os. desidrogenase oxoglutarato desidrogenase etc O NADH o principal microorganismos eram cultivados em aus ncia de oxig nio o consumo. agente redutor fonte de el trons da cadeia de transporte de el trons de glicose era maior do que sob condi es aer bias fen meno. CTE da respira o Como ao final da glic lise s o produzidas duas denominado efeito Pasteur. mol culas de piruvato o Ciclo de Krebs precisa dar duas voltas para a. oxida o completa da glicose gerando CO2 Portanto todos os produtos. desse ciclo s o formados em dobro 6 mol culas de CO2 8 mol culas de. NADH 2 mol culas e FADH2 e 2 mol culas de ATP, Na CTE os el trons s o transportados atrav s de pelo menos. quatro complexos prot icos resultando no lan amento de pr tons H. para o espa o intermembranas e na forma o do gradiente de potencial. eletroqu mico for a pr ton motora utilizado para a s ntese de ATP O. ATP produzido quando os H retornam matriz mitocondrial atrav s de. um complexo prote co denominado ATP sintase o que foi previsto em. 1961 por Peter Mitchell na Teoria Quimiosm tica Uma mol cula de ATP. produzida para cada 3H que retornam matriz mitocondrial. Pr tica 1 1 Demonstra o da Respira o pelo M todo do. Indicador Demonstrar a ocorr ncia de atividade respirat ria em diferentes. materiais biol gicos Demonstrar a import ncia do oxig nio para a. Introdu o sobreviv ncia das plantas em ambientes alagados. Professora de Fisiologia Vegetal no Departamento de Bot nica da UFJF em Juiz de Fora MG Desenvolve pesquisas nas reas de Cultura de Tecidos Vegetais e Biologia Molecular Luciano Bueno dos Reis Licenciado em Ci ncias Biol gicas pela UFJF Mestre e Doutor em Fisiologia Vegetal pela UFV Professor de Fisiologia Vegetal da UFV em Rio

Related Books