AlimentA o e nutri o do lActente

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Acta Pedi trica Portuguesa,Vol 43 N 5 Setembro Abril 2012. Suplemento II, Org o Oficial da Sociedade Portuguesa de Pediatria. www spp pt,app spp pt,Carlos Salazar de Sousa,Conselho Editorial Conselho Cient fico. Alberto Caldas Afonso Sec o de Nefrologia,Almerinda Pereira Sec o de Neonatologia. Director Ana Cadete Sec o de Reabilita o Pedi trica da SPMFR. Jo o M Videira Amaral Lisboa Ana Medeira Sociedade Portuguesa de Gen tica Humana. Ana Xavier Grupo Port de Oftalmologia Ped e Estrabismo. Editores Associados Deolinda Barata Sec o de Pediatria Social. Guiomar Oliveira Coimbra Elisa Le o Teles Silva Sociedade Portuguesa de D Metab licas. Fernando Pereira Sec o de Gastrenterologia e Nutri o. Jorge Amil Dias Porto,Filomena Pereira Sec o de Hematologia e Oncologia.
Lu s Pereira da Silva Lisboa Gra a Rocha Sociedade de Infecciologia. Guiomar Oliveira Sociedade de Pediatria do Neurodesenvolvimento. Coordenador de Edi o Jo o Gomes Pedro Sec o de Educa o M dica. Ant nio Gomes Almada Jorge Correia Pinto Sociedade Portuguesa de Cirurgia Pedi trica. Jos Frias Bulhosa Ordem dos M dicos Dentistas,Leonor Sassetti Sec o de Pediatria Ambulat ria. Secretariado Lib rio Ribeiro Sociedade de Alergologia. Maria J lia Brito SPP Lurdes Lisboa Sec o de Cuidados Intensivos. Manuel Salgado Sec o de Reumatologia, Maria Ana Sampaio Nunes Sociedade de Cardiologia Pedi trica. M rio Marcelo da Fonseca Sec o de Endocrinologia, Miguel Coutinho Subcomiss o de ORL Pedi trica da SPORL. Miguel Felix Sec o de Pneumologia, Olavo Gon alves Sociedade Portuguesa de Neuropediatria. scar Tellechea Sociedade Port de Dermatologia e Venereologia. Paula Fonseca Sec o de Medicina do Adolescente, Editores Correspondentes Pa ses de L ngua Oficial Portuguesa.
Lu s Bernardino Angola,Paula Vaz Mo ambique,Renato Procianoy Brasil. Directores ex officio, Revista Portuguesa de Pediatria e Puericultura Revista Portuguesa de Pediatria e Acta Pedi trica Portuguesa. Carlos Salazar de Sousa Jaime Salazar de Sousa,M rio Cordeiro Ant nio Marques Valido. Maria de Lourdes Levy Jo o Gomes Pedro,Presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Ant nio Guerra, Miss o da APP A APP sucessora da Revista Portuguesa de Pediatria uma revista cient fica funcionando na modalidade de revis o pr via dos textos submeti.
dos ao corpo editorial por colegas peritos em anonimato m tuo peer review dirigida essencialmente a pediatras vertentes m dico cir rgica e a m dicos em. forma o p s graduada para obten o das respectivas especialidades no pressuposto de que os conte dos interessam a outros m dicos e profissionais interessados. na sa de da crian a e adolescente inseridos no respectivo meio familiar e social A APP pretende abarcar um vasto leque de quest es sobre investiga o educa o. m dica pediatria social pr tica cl nica temas controversos debate de opini es normas de actua o actualiza o de temas etc S o adoptadas diversas modalidades. de divulga o editoriais espa os de discuss o artigos originais artigos sobre avan os em pediatria resumos de estudos divulgados em eventos cient ficos not cias. sobre eventos cient ficos e organismos estatais e n o estatais devotados crian a e adolescente. A revista cient fica Acta Pedi trica Portuguesa APP ISSN 0873 9781 propriedade da Sociedade Portuguesa de Pediatria com responsabilidade administra. tiva da respectiva Direc o A publica o bimestral com todos os direitos reservados A coordena o dos conte dos cient ficos da responsabilidade do corpo. editorial da APP Director e Director Adjunto Editores Associados Coordenador de Edi o e Conselho Editorial A responsabilidade dos textos cient ficos. publicados pertence aos respectivos autores n o reflectindo necessariamente a pol tica da SPP. Administra o Sociedade Portuguesa de Pediatria Rua Amilcar Cabral 15 r c I 1750 018 Lisboa Telef 217 574 680 Fax 217 577 617 Secretariado. e Publicidade J lia Brito Rua Amilcar Cabral 15 r c I 1750 018 Lisboa Telef 217 574 680 Fax 217 577 617 Redac o Sociedade Portuguesa de. Pediatria Rua Amilcar Cabral 15 r c I 1750 018 Lisboa Telef 217 574 680 Fax 217 577 617 Condi es de Assinatura 1 Ano Continente e Ilhas. 24 94 Euros Estrangeiro US 40 N Avulso 7 48 Euros Distribui o Gratuita aos S cios da Sociedade Portuguesa de Pediatria Composi o e Impress o. Quadricor artes gr ficas lda Rua Comandante Oliveira e Carmo 18 C Cova da Piedade 2805 212 Almada Telef 212 744 607 Fax 212 743 190. e mail prepress quadricor pt Tiragem 3000 Exemplares Correspond ncia Sociedade Portuguesa de Pediatria Rua Amilcar Cabral 15 r c I 1750 018 Lisboa. Acta Pedi trica Portuguesa,Introdu o S17,O aleitamento materno S18. Aspectos biol gicos e de desenvolvimento associados diversifica o alimentar S18. 1 Matura o fisiol gica e neurol gica S18,2 Aspectos nutricionais S18. 3 A influ ncia precoce das prefer ncias alimentares S18. A diversifica o alimentar quando e como come ar e como continuar S20. Minerais na alimenta o do lactente S23,Prebi ticos na alimenta o do lactente S24. Probi ticos na alimenta o do lactente S26, Repercuss es da diversifica o alimentar sobre o crescimento desenvolvimento e patologias S28. 1 Crescimento S28,2 Neurodesenvolvimento S28,3 Alergia S29.
4 Patologia cardiovascular S31,5 Doen a cel aca S32. 6 Diabetes mellitus tipo 1 S32,7 C ries dent rias S32. Dietas especiais vegetarianas e macrobi tica S32,Conclus es S34. 1 Gen ricas S34,2 Espec ficas S34,0873 9781 12 43 2 S17. Acta Pedi trica Portuguesa,Sociedade Portuguesa de Pediatria.
Alimenta o e nutri o do lactente,Comiss o de Nutri o da SPP. Ant nio Guerra1 2 Carla R go1 3 Diana Silva2 Gon alo Cordeiro Ferreira4 Helena Mansilha5 Henedina Antunes6 e Ricardo Ferreira7. 1 Departamento de Pediatria Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. 2 Servi o de Pediatria Hospital Pedi trico Integrado Centro Hospitalar de S Jo o. 3 Centro da Crian a e do Adolescente Hospital cufPorto. 4 Faculdade de Ci ncias M dicas da Universidade Nova de Lisboa Hospital de Dona Estef nia. 5 Servi o de Pediatria Centro Hospitalar do Porto, 6 Servi o de Pediatria Hospital de Braga e Instituto de Investiga o em Ci ncias da Vida e da Sa de ICVS Escola. de Ci ncias da Sa de Universidade do Minho e ICVS 3B s Laborat rio Associado Braga Guimar es. 7 Hospital Pedi trico de Coimbra,Resumo Feeding and Nutrition of Infants. Os autores apresentam os resultados de uma ampla revis o Abstract. bibliogr fica do conhecimento e pr ticas relativas ali. menta o e nutri o do lactente tendo por base a evid n The authors reviewed the current knowledge and practices on. cia cient fica existente e as recomenda es dos principais infant feeding in particular the positions and recommenda. comit s de nutri o pedi trica tions of the most relevant paediatric committees on nutrition. sublinhada a import ncia do aleitamento materno se We emphasise the importance of human milk for normal. poss vel de modo exclusivo durante os primeiros 6 meses infant growth and health preferably as the only source of food. de vida e referida a evolu o da matura o fisiol gica during the first 6 months of life Physiological maturation and. e das prefer ncias alimentares associadas diversifica o food preference associated to food and nutrition are discussed. alimentar Age of introduction and planning of complementary feeding. are presented as well as aspects concerning some specific. S o apresentados os principais dados relativos ao teor dos nutrients especially micronutrients. alimentos em nutrientes idade de in cio da diversifica. o e ao modo de progress o da alimenta o ao longo do The authors emphasize the role of components with biological. primeiro ano de vida S o feitas considera es espec ficas benefits as pre and probiotics The potential health impact of. em rela o a grupos especiais de nutrientes como o caso infant feeding is also presented with relevance to strategies to. dos micronutrientes bem como no tocante a componentes prevent allergic cardiovascular and celiac diseases. com interesse para a sa de da crian a cada vez mais usa Finally the authors discuss infant health consequences of spe. dos na alimenta o do lactente como o caso dos pr e cial diets as vegetarian and macrobiotic. probi ticos, Key words Infant feeding Infant nutrition Complemen. As potenciais repercuss es para a sa de da alimenta o s o tary feeding Health impact of feeding. tamb m referidas em particular no tocante preven o de. alergias risco cardiovascular e doen a cel aca Finalmente Acta Pediatr Port 2012 43 2 S17 S40. s o abordados alguns dos aspectos mais relevantes para a. alimenta o e sa de do lactente ligados a dietas especiais. nomeadamente vegetarianas e macrobi ticas Introdu o. Palavras chave Alimenta o do lactente diversifica o Pretende se com esta publica o apontar recomenda es. alimentar alimenta o e consequ ncias para a sa de relativas alimenta o no primeiro ano de vida em geral e. em particular idade de in cio e tipo de alimentos a introduzir. Acta Pediatr Port 2012 43 2 S17 S40 tendo por base a evid ncia cient fica acumulada relativamente. Recebido 23 07 2012 Correspond ncia,Aceite 28 07 2012 Ant nio Guerra.
ajmonicaguerra hotmail com, Acta Pediatr Port 2012 43 2 S17 S40 Guerra A et al Alimenta o do lactente. a efeitos a curto e longo termo para a sa de Constitu ram a consensualmente reconhecido que do ponto de vista da evo. base primordial deste trabalho as recomenda es das princi lu o maturativa o lactente normal de termo esteja preparado. pais sociedades cient ficas na rea da nutri o infantil dados para o in cio da diversifica o alimentar a partir dos 4 meses. da bibliografia publicada que reflictam a evid ncia cient fica de vida8. alicer ada em revis es sistem ticas e meta an lises de estudos. metodologicamente correctos e finalmente ensaios cl nicos Aos 4 meses o lactente ganha uma maior estabilidade maxi. multic ntricos com uma robusta base amostral aleatorizados lar e do pesco o e o padr o primitivo de suc o come a a. e duplamente cegos sempre que diferentes f rmulas foram modificar se9. testadas Foi ainda tida em conta a experi ncia acumulada Entre os 5 e os 8 meses ocorre uma transi o progressiva das. pelos autores do presente trabalho fun es oromotoras com a passagem da suc o para a masti. ga o10 A partir deste per odo o lactente desenvolve assim a. capacidade de mastiga o devendo esse processo ser estimu. O aleitamento materno lado de modo a facilitar a integra o na alimenta o familiar. Para a Organiza o Mundial de Sa de aleitamento materno H um per odo cr tico para a introdu o de s lidos na ali. exclusivo significa que o lactente recebe unicamente leite menta o do lactente11 Se a sua introdu o n o ocorrer at. materno e nenhum outro l quido ou s lido excep o de gotas aos 10 meses aumentar o risco de dificuldades na alimen. ou xaropes de vitaminas suplementos minerais ou f rmacos ta o com impacto negativo nos h bitos diet ticos em idades. O aleitamento ser predominante se al m do leite materno o posteriores11 12. lactente receber outros l quidos n o l cteos tais como gua. e ch s sem conte do energ tico Um e outro representam o. aleitamento materno total full breast feeding O aleitamento 2 Aspectos nutricionais. ser misto se al m do leite materno o lactente receber uma A evid ncia cient fica tem demonstrado benef cios para a. f rmula infantil e ser parcial se o aleitamento materno for sa de com o aleitamento materno exclusivo durante os pri. acompanhado de alimenta o complementar1 meiros 6 meses de vida13 A partir desta idade o volume de. Embora o desej vel seja o aleitamento materno exclusivo leite ingerido insuficiente n o sendo poss vel suprir ade. durante o primeiro semestre de vida o aleitamento por um quadamente as necessidades energ tico proteicas e em micro. menor per odo ou o aleitamento parcial t m tamb m um nutrientes13 14. efeito ben fico ainda desej vel que o aleitamento materno assim necess rio diversificar a alimenta o a partir dos 5. prossiga ao longo de todo o programa de diversifica o 6 meses de vida tendo em conta aspectos nutricionais e de. alimentar e enquanto for mutuamente desejado pela m e e desenvolvimento do lactente de modo a suprir adequadamente. lactente2 3 em nutrientes o lactente e a permitir uma transi o entre a ali. Uma extensa revis o das publica es sobre o efeito do alei menta o l ctea exclusiva e a alimenta o familiar. tamento materno sobre a sa de da crian a permitiu a an lise A limitada evid ncia cient fica relativamente ao processo de. de m ltiplos estudos nomeadamente de 29 revis es sistem diversifica o alimentar reflecte se em consider veis diferen. ticas e meta an lises envolvendo cerca de 400 estudos4 Os as entre as recomenda es alimentares nos diferentes pa ses. resultados registam uma associa o do aleitamento materno a Aspectos relacionados com culturas e tradi es regionais jus. um menor risco de otite m dia gastroenterite aguda infec es tificam tamb m essas diferen as. respirat rias baixas severas dermatite at pica asma obesi. dade diabetes de tipos 1 e 2 leucemia s ndrome de morte. s bita no lactente e enterocolite necrotizante4 N o se registou 3 A influ ncia precoce das prefer ncias alimentares. nenhuma associa o entre o aleitamento materno em rec m. O aforismo n s somos aquilo que comemos frequente,nascidos de termo e o desempenho cognitivo4. mente utilizado para sublinhar o papel relevante da alimenta. o no desenvolvimento e bem estar do ser humano, Aspectos biol gicos e de desenvolvimento Se efectivamente somos aquilo que comemos ent o algo de. ISSN 0873 9781 AlimentA o e nutri o do lActente Comiss o de Nutri o da SPP Vol 43 n 5 Setembro Outubro 2012 Suplemento II www spp pt

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